terça-feira, 28 de agosto de 2007

A Idade das Trevas

Alastair Macaulay:

"Por vezes suspeito que estamos a ir em direcção à próxima idade das trevas. Os nossos critérios culturais estão a ficar turvados sob todas as formas.
O classicismo, que floresceu com Stravinsky e Balanchine, tornou-se uma espécie em vias de extinção.
Novas formas de estalinismo cultural, nomeadamente, o politicamente correcto, prevalecem.
O nosso sentido de humanidade e o nosso sentido de ritmo estão a ficar vulgares (...). Penso que a cultura está em perigo. Se não defendermos aquilo que acreditamos ser parte da civilização, abrimos caminho, sob uma forma ou outra, para o surgimento do barbarismo. Quando olho para algumas produções pós-modernas, sinto que a próxima idade das trevas já teve início".

domingo, 20 de maio de 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Ainda anteontem tinha nascido e já ontem completava 50 anos de vida. É obra meus amigos!
O que é curioso é que não me sinto minimamente cansado.
Mais curioso ainda é eu ter conhecimento de uns tantos imbecis já estarem fartos de mim. Nem eles sabem o que lhes espera!
Com que então julgavam que eu não chegava cá?! Cheguei e estou aqui para lavar e durar!
Paciência... mas vão ter de me aturar mais uns anitos.

sábado, 5 de maio de 2007

Aqui estou.
Inteiro.
E nu, como sempre.
Já começo a ficar um bocadinho farto de andar a pregar aos peixes literalmente falando.

Esta sociedadezinha de fala-baratos, incompetentes e medíocres que estão ao comando das estruturas sociais que nos rodeiam, continua a enojar-me de sobremaneira.
Isto deve ser da idade. Mas na realidade uma sociedade onde modelos são actores, músicos que são directores técnicos, carteiros que são operadores de luz, entre tantos outros incompetentes, não pode, nem deve chegar a lugar nenhum.
Cada vez menos compreendo a História deste nosso Portugal; um povo com quase mil anos de existência que fez o que fez, que descobriu o que descobriu, que teve e tem das mentes mais brilhantes da humanidade, anda agora a ver passar carros-eléctricos porquê?
Alguém que me explique, por favor!
Retirem-me esta dúvida existencialista!
E grito:
Assim não me é possível continuar a conviver socialmente! Tirem-me deste filme!
Ah! E como se nada disto bastasse, o sacaninha do Salazar, mesmo depois de morto, ainda continua a fazer das suas. O melhor português de sempre!???
Francamente... Francamente...
Vou parar. De repente começou a doer-me a cabeça...

sexta-feira, 13 de abril de 2007

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: Como vai este país?

Como vai este país?
Vai e não vai, não é?Para uns vai, para outros vem, para outros tantos nem vai, nem vem, nem fica.
O PSD diz mal do Sócrates, o que só lhe fica mal porque só diz mal e ponto; O CDS do Portas anda a ver se se entende e se se encontra - mas também não faz mal, nem faz falta - ; o PCP passou à disponibilidade a sua deputada Odete Santos; o Bloco não sabe o que é que anda a fazer e o povo trabalha para eles todos ao som do "Bacalhau Quer'Alho".
Enfim! Vou contar-vos uma história:
Era uma vez um país à beira-mar plantado, com nove ilhas rodeadas de mar por todos os lados e outras duas que nem sequer sabem se são ilhas pois têm um manageiro que tem a mania que é almirante e que anda a tentar afundá-las a um ror de anos.
Nesse país havia de tudo e não havia nada; havia corruptos, medíocres, pessimistas, incompetentes profissionais, profissionais incompetentes e o resto da população eram funcionários públicos.
Mas nesse país também não havia incorruptíveis, bons, optimistas, competentes profissionais, profissionais competentes e o resto da população trabalhava honestamente. Esse era o país da utopia cantado por José Afonso e em que todos acreditavam a 25 de Abril de 1974, já no século passado mas ainda tão presente a muitos dos seus habitantes.
Neste país real há engenheiros civis que são primeiros-ministros, ministros da cultura que adoram os "concertos para violino" de Chopin e mandam agradecer pessoalmente a Machado de Assis a oferta da sua obra encadernada, músicos que são encenadores, escritoras que são directoras de teatros, comerciantes que são directores ,carteiros que são operadores de luz, bancários que são não sei quê, gestores que são presidentes, fotógrafos que já foram qualquer coisa , economistas que também já foram e outros ainda são presidentes e por aí fora... É o país d'alguns (muitos) duplos empregos causando o famosíssimo desemprego!
Ah! E para cúmulo o sacaninha do Salazar, que mesmo depois de morto, ainda continua a fazer das suas. Agora, como ele costumava fazer quando era vivo, juntou os outros mortos todos e fez-se eleger O Melhor Português de Sempre. Isto só mesmo com a Maria Elisa!
Ora como se pode calcular um país assim não vai a lugar nenhum.
Aliás, nem sequer se sabe se ele quer mesmo ir a algum lado.
Cá por mim tenho as minhas dúvidas. E logo por azar nasci e vivo nele. Pior só poderia ser ter nascido em Darfur.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

C.I.A. - Companhia Independente de Artes - Associação Cultural

Este é o logo da companhia onde me insiro na área do Teatro, sediada na cidade da Praia da Vitória e é da autoria de Lino Borges