Como vai este país?
Vai e não vai, não é?Para uns vai, para outros vem, para outros tantos nem vai, nem vem, nem fica.
O PSD diz mal do Sócrates, o que só lhe fica mal porque só diz mal e ponto; O CDS do Portas anda a ver se se entende e se se encontra - mas também não faz mal, nem faz falta - ; o PCP passou à disponibilidade a sua deputada Odete Santos; o Bloco não sabe o que é que anda a fazer e o povo trabalha para eles todos ao som do "Bacalhau Quer'Alho".
Enfim! Vou contar-vos uma história:
Era uma vez um país à beira-mar plantado, com nove ilhas rodeadas de mar por todos os lados e outras duas que nem sequer sabem se são ilhas pois têm um manageiro que tem a mania que é almirante e que anda a tentar afundá-las a um ror de anos.
Nesse país havia de tudo e não havia nada; havia corruptos, medíocres, pessimistas, incompetentes profissionais, profissionais incompetentes e o resto da população eram funcionários públicos.
Mas nesse país também não havia incorruptíveis, bons, optimistas, competentes profissionais, profissionais competentes e o resto da população trabalhava honestamente. Esse era o país da utopia cantado por José Afonso e em que todos acreditavam a 25 de Abril de 1974, já no século passado mas ainda tão presente a muitos dos seus habitantes.
Neste país real há engenheiros civis que são primeiros-ministros, ministros da cultura que adoram os "concertos para violino" de Chopin e mandam agradecer pessoalmente a Machado de Assis a oferta da sua obra encadernada, músicos que são encenadores, escritoras que são directoras de teatros, comerciantes que são directores ,carteiros que são operadores de luz, bancários que são não sei quê, gestores que são presidentes, fotógrafos que já foram qualquer coisa , economistas que também já foram e outros ainda são presidentes e por aí fora... É o país d'alguns (muitos) duplos empregos causando o famosíssimo desemprego!
Ah! E para cúmulo o sacaninha do Salazar, que mesmo depois de morto, ainda continua a fazer das suas. Agora, como ele costumava fazer quando era vivo, juntou os outros mortos todos e fez-se eleger O Melhor Português de Sempre. Isto só mesmo com a Maria Elisa!
Ora como se pode calcular um país assim não vai a lugar nenhum.
Aliás, nem sequer se sabe se ele quer mesmo ir a algum lado.
Cá por mim tenho as minhas dúvidas. E logo por azar nasci e vivo nele. Pior só poderia ser ter nascido em Darfur.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
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